sábado, 22 de janeiro de 2011

It's for you.

Não ia postar, mas decidi fazê-lo. Quase ninguém sabe que isso existe mesmo. E não vejo problema nenhum em quem sabe que isso existe ver.
E você sabe que é para você.

Eu acho que te devo algumas explicações.

Fui um tanto quanto insuportável com você e você teve até que bastante paciência comigo. Analisando direitinho eu não sei se teria tanta paciência assim.

Acho que sua colocação da falha de comunicação entre nós foi muito bem colocada. Acredite, eu não queria que parecessemos um casal, uma vez que não somos um, e eu sempre tive muito claro.
Eu estava agindo com você como ajo com todos meus amigos.
E eu não passava boa parte do meu tempo no orkut fuçando a sua vida, por mais que desse essa impressão. No começo só me incomodava um pouco você não responder aos meus recados. Depois acostumei.

Eu tenho noção do quão chata consigo ser e acho que cheguei bem perto do máximo com você. Não é uma boa coisa eu ter tempo livre. Começo a ficar entediada, chata e a querer conversar com todo mundo. Só que algumas pessoas não gostam disso. Como você. Eu sei que fico grudenta, e como isso é chato, mas às vezes é meio incontrolável e nem percebo direito.

Quanto a eu gostar de você, acho que também deveria te explicar isso, uma vez que há explicação para isso, além do meu mau gosto (de só gostar de pessoas que eu sei que não gostam de mim, ainda não entendi porque eu faço isso comigo, deve ser uma forma de me "proteger" de relacionamentos). Não sei como você vai se sentir em relação a isso, mas foi só mais uma vez que o padrão se repetiu. Não sei porque, mas sempre procuro pelo mesmo padrão. Um menino solteiro, de preferência loiro do olho claro, mais magro, inteligente e com alguns hábitos nerds, que vira um amigo. Em surtos de carência que se repetem como em um ciclo eu decido que vou gostar desse menino, mesmo sabendo que ele não gosta de mim. E eu fico quetinha na minha gostando dele, até o próximo grande surto, no qual eu decido contar que gosto dele e no qual ferro um pouco com a amizade, mas depois melhora. Pelo menos nas outras vezes melhorou.
Não sei porque faço isso, deve ser algum tipo de loucura minha, vai saber. Talvez você tenha razão em achar que eu devo ir à uma psicológa.

Desculpa se eu fiz você se sentir mal em algum momento em relação a isso, não foi o meu intuito.
E por motivo nenhum tenha dó de mim, eu sempre soube o que estava fazendo, sempre fui muito consciente das minhas ações, exceto algumas, as quais acabo não percebendo que são erradas ou que incomodam.
Desculpa te incomodar, te tratei como trato meus outros amigos, mas deveria ter tido o discernimento para saber que a minha amizade com você não é igual com eles. Toda amizade é diferente.

Gostaria muito de te agradecer por ter me ajudado a crescer muito nesse ano que convivemos. Algumas verdades devem ser ditas por alguém, por piores que elas sejam. E teimosa como sou, só de um jeito meio ruim acabo percebendo que estava errada, que aquilo que me falaram é de fato uma verdade. Agradeço por ter ido no dia da prova da unifesp, não sei se você tem noção de como foi bom para mim ter amigos lá comigo.
Ao longo desse ano, você e o di, principalmente, se tornaram pessoas muito especiais pra mim, talvez por isso tenha acabado gostando de você e também pelo fato de você me mostrar, nem sempre de um jeito muito simpático, como eu estava errada e isso ter sido importante para o meu amadurecimento nesse ano. Nada vai mudar isso, sempre vou querê-los muito bem, como grandes amigos que talvez não sejam, mas são para mim.
Desejo tudo de melhor pra você, e espero realmente que você seja muito feliz e um excelente engenheiro mecânico formado pela escola politécnica da usp.

Acredito que eu precisava falar isso, do contrário não ficaria em paz comigo.
Assim como a mensagem que te mandei, não espero nenhuma resposta, é mais algo para ficar bem comigo mesma.
Eu, assim como você, espero que entenda.

P.S.: quanto ao seu e-mail, eu já tinha, só não achava certo usar porque não tinha sido você que tinha me passado. E só mandei a redação pra lá por ser um pé no saco ficar cortando de 1035 em 1035 caracteres.
E não se preocupe, não vou mais te atormentar. Não com isso.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Story Of My Life

Well, i need to make this, let's start, from the begginer.

Story of my life

Bem, é difícil escrever sobre a história da minha vida, mas vou me esforçar ao máximo.

Nasci em 19 de março de 1992, tenho 18 anos, meus pais são separados mas moram juntos, meu pai é alcoólatra e está desempregado há uns 2 anos pois a empresa em que trabalhava fechou; minha mãe é funcionária da prefeitura de São Paulo.

Desde os meus seis anos afirmo que farei medicina. Acho que fui muito influenciada pela minha família pois minha mãe, minha tia-madrinha, meu tio-padrinho, minhas primas e minha vó são auxiliares de enfermagem. Tudo começou com a minha vó, que era da equipe de limpeza do hospital São Paulo e ajudava as freiras a cuidar dos pacientes nas horas livres. Como tinha jeito pra coisa as freiras ajudaram-na a fazer o curso de auxiliar no hospital São Paulo mesmo, depois disso ela foi encaminhando as filhas, o genro... Cresci indo trabalhar com a minha mãe, mas nunca quis fazer enfermagem, sempre fui apaixonada pela medicina, não sei ao certo porque mas a profissão que escolhi me encanta, é uma relação de amor mesmo.

Desde pequena este meu sonho é o que mais pesa nas minhas decisões. Estudo muito, desde sempre, porque este era o conselho que os médicos amigos da minha mãe me davam. Um deles até me ofereceu um estágio em sua clínica se eu seguir mesmo o rumo da ortopedia. As dificuldades foram aparecendo e piorando com o tempo. Mais coisas para estudar, menos tempo para a diversão. Ninguém costuma entender a escolha pelos estudos quando não estamos no cursinho.

Na oitava série fiz cursinho pré-vestibulinho na Profitec. Com a prova de bolsa consegui 25% de desconto e uma vizinha que dava aulas lá e já me conhecia (chamada Beatriz inclusive) conseguiu dobrar o desconto. Foi o começo dos frutos de todo o meu esforço. Segundo ela eu merecia, seria um bom investimento para o cursinho. Ela estava certa, passei em 45º na ETE (atual ETEC) Getúlio Vargas para fazer o Ensino Médio. Não cursei lá pois meu tio também achou que eu valia a pena, pagou o colégio para mim. Tinha um contato no Arquidiocesano, me apresentou para a coordenadora do pedagógico de lá e ela meio que me “apadrinhou” no tempo que passei lá. Foram três anos de muito aprendizado, principalmente com meus preconceitos. Não imaginava que faria ótimas amizades; não achava que me sairia bem em um colégio particular, até então só tinha estudado em escolas públicas.

Eu tive boas oportunidades em minha vida, acredito que todas graças ao meu sonho de me formar médica e creio que soube aproveitá-las ao máximo.

Minha família sempre me apoiou, com todas as dificuldades. Sempre me ensinou a tirar as pedras do caminho e aprender com elas. Tudo o que passei nesses meus 18 anos, todas as coisas que podem ser consideradas dificuldades, como um pai alcoólatra, a construção da casa em que moro no terreno cedido pela minha vó, ajudar a cuidar da minha vó que já não sai mais da cama entre outras coisas, sempre me ensinaram muito. Com os trabalhos voluntários que faço (um com moradores de rua e outro de evangelização infantil) aprendi que dinheiro está bem longe de ser o principal, que não importa quão mal estamos, sempre podemos ajudar alguém que está um pouco pior. E que grandes conselhos costumam vir de pessoas que você imaginava estar ajudando, de pessoas que você nunca imaginaria que poderia te ajudar com algum problema. Nunca tivemos dinheiro sobrando, geralmente está faltando por sinal, mas sempre nos esforçamos para ajudar uns aos outros e a terceiros que precisavam mais.

Acredito que este segundo ano de cursinho não será uma tortura, como muitos encaram o cursinho, mas uma excelente oportunidade para lutar mais ainda para realizar meu sonho, mais uma etapa. Assim como todas as outras de muito aprendizado em todos os sentidos. Gostaria muito que apostassem em mim mais uma vez.

Muito obrigada pela atenção,

Beatriz.
__________x_____________

Um parto de redação, mas nasceu.

É isso.

:)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

I must have a chip.

Eu conclui isto sabiamente hoje.
Foi a resposta mais simples que eu achei para a minha situação.
Eu tenho um chip que trabalha binariamente. Ele diz aos meninos:
- if she likes you, don't like she.
- if she don't like you, fall in love for she.

Só assim consigo explicar que nunca um menino de quem gostei gostou de mim.
E pelo menos uns três de quem nunca gostei, ou um dia gostaria, gostavam muito de mim.
Sem me gabar, pelo amor de Deus. Isso sempre foi tudo o que eu nunca quis.
Eu só queria ser feliz com alguém, só isso.
Eu sou feliz, só que tenho muita sorte no jogo.

Mas enfim, até esse chip quebrar, tenho muito o que fazer.
Tenho que trabalhar para quebra-lo.
Por enquanto,
I must have a chip.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Amigo é...

...aquele que conhece e ama você como você é.
Considero tal "sorte do orkut" uma verdade.
Pode ser uma frase clichê, mas é o que eu sempre procurei em minhas amizades. E acho que encontrei em boa parte delas.
Estou feliz, com tudo. E contudo. Os resultados até o momento não foram os que eu mais esperava, isso em relação a tudo. Não que todos os resultados tenham sido todos abaixo do que eu esperava, alguns foram extremamente além do que eu esperava.

Vamos falar dos resultados...

Foi além do esperado...
As amizades que fiz no cursinho
O quanto eu cresci em todos os sentidos... (7kg, intelectualmente, enquanto pessoa...)
Minha vida amorosa [oh yeah!]
Como eu aprendi a lidar com pessoas, a conviver, a ser mais normal
Como me ensinaram a me valorizar, a ter auto-estima (ainda não está tão 100% assim...)
Minha convivência com a minha família
O quanto eu mudei, quanto minha teimosia diminuiu, quanto eu aprendi.

Foi aquém do esperado...
O meu desempenho nos vestibulares, por mais que eu tenha ficado feliz com a minha nota da unesp
Especificamente o meu desempenho na fuvest. Esperava que minha nota crescesse muito mais
O meu contato, especificamente a partir do meio do ano, com os meus amigos do colégio
O valor que eu continuei dando a algumas amizades

O balanço geral do ano?
Um dos melhores anos da minha vida.
Assim como 2008, cheguei em um lugar onde não conhecia ninguém, me "apaixonei" por um menino que é um dos meus melhores amigos hoje, diferentemente de 2008, terminei o ano gostando do amigo dele, uma vez que ele é muito feliz com a namorada dele, sou amiga dos dois, independente de como acabe essa história de "gostar", acabei o ano com dois grandes amigos. Da minha parte pelo menos.
Não me arrependo de nada do ano. Tudo me ajudou a crescer como pessoa.
Sinto, assim como no final de 2008 que fiz as escolhas certas, que conheci pessoas com quem terei amizade por muito, muito tempo. Amigos que, caso eu os tenha, meus filhos vão chamar de tios.

Considerações finais?
Estou feliz, independente de tudo. E é isso que me interessa.