sexta-feira, 20 de novembro de 2009

É eu posso ser assim
E também não ser
E posso querer ser assim
E só querendo é que sou.
Mas eu posso também querer não ser assim
E ai eu preciso despreender tempo e energia para mudar.
Mudar dói.
Fisicamente mesmo, não só mentalmente.
Sim, sentimos dores mentais.
Sim, é difícil mudar.
É complicado.
Mas é tão bom depois que a mudança termina.
É muito gostoso achar um novo você, que às vezes você nem sabia que existia.
E ainda não achei nada melhor do que aquelas pessoas das quais você gosta verdadeiramente te aceitarem como você é, como você esta, depois de mudar.
Porque se a gente muda, se a gente fica de um outro jeito, é porque aquele outro jeito faz parte da gente, aquele outro jeito também é a gente.
E é muito chato quando essas pessoas, que você jurava que gostavam de você, não te aceitam de um outro jeito.
E falam que aquilo não é você.
E essa é uma das coisas que torna mudar tão complicado.
Às vezes, durante a mudança, você não sabe se aquilo é você ou não.
Você não se reconhece.
E essa é a parte mais difícil da mudança.
Você se aceitar do jeito que você quer ser, mas que você tem dificuldades de aceitar, porque você não sabe se é você.
Mais difícil do que ser aceito, é se aceitar.
E mais gostoso do que ser aceito
É ver que tanto sofrimento não foi em vão, que mudar te fez bem.
E perceber como você está tão melhor agora.

"Mas sei que uma dor assim pungente, não há de ser inultilmente..."
Saiba, não é. Ao menos não costuma ser.

"E em cada passo dessa linha, pode se machucar..."
E é, se machucar é frequênte.
Mas depois de se acostumar, continua a chance de se machucar, cair, quebar o pescoço, dar errado...
São sempre alternativas. Sempre possíveis.

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